Eu tinha uma única certeza nessa minha vida tão bagunçada. Eu tinha certeza que tinha você e seu amor. Eu te vi sorrir de coisas bobas que eu falava e te vi chorar aos sábados a noite por sentir-se só, e por sentir minha falta. Eu vi o tempo passar em noites longas e maravilhosas, noites em que tudo que eu queria era que se eternizassem para que eu jamais tivesse que sair de perto de você e do seu abraço suado após o futebol de quinta. Lembro de você dirigindo e eu ao seu lado, seu sorriso, e quando falava com voz mansinha "Amo dirigir com você ao lado", e sorria... Sabe, meu amor, quanta saudade domina meus dias. Aquele dia cedinho que te mostrei "Último Romance", você lembra? "eu encontrei quando não quis mais procurar o meu amor.. Antes de um mês, eu já nem sei.." a meu amor, que saudade, você me olhava meio sem jeito... Juro que escrevo com os olhos cheios d'água, meu coração expandido ao ponto de não sobrar espaço para os pulmões. Nem preciso fechar os olhos pois minha vida é uma constante de lembranças suas, te vejo tão distante e sabe, os dias têm sido tão monótonos porque tudo lembra, e nem vem com essa de esquecer com outras pessoas pois não há distrações para a agonia, nem para a saudade. Têm ruas que não passo mais, nem me atrevo. Têm outras que sou obrigada, nessas eu não respiro, passo reto, por que ninguém entenderia meu rosto molhado apenas por olhar uma casinha simples na beira rio, ninguém saberia das noites e nem dos risos, ninguém saberia das promessas e dos planos, ahh ninguém jamais saberia, dos abraços que foram dados, dos beijos, dos corpos e dos abraços, ahh Deus, ninguém saberia e quem sou eu pra explicar se até ele se esqueceu! Mas eu não, não esqueci.. Ainda o vejo sorrir, ainda lembro daquele dia que faltou a luz e naquela brincadeira besta aquelas letras grandes você pixou na rua, e sabe, mesmo após tanto tempo elas ainda estão marcadas lá, assim como eu esse lugar é uma marca enorme, uma saudade tremenda, porque a cada dia eu lembro da primeira vez que fiquei tão sem graça na sua casa, naquele domingo que me levou pra conhecer seus pais, e eu mau sabia que me apaixonaria por eles também. Sabe o tempo passou, passou e muito e você se esqueceu das palavras, das promessas, até mesmo da saudade, você só esqueceu. Têm sido uma batalha diária, acordar e sorrir, fingir que não estou desmontando por dentro de tanta saudade e tentar demonstrar isso pra você e ver você tão seco. Eu vi você se transformando em frente aos meus olhos, eu vi você indo embora, e você foi, eu fiquei. Fiquei com cada lembrança e cada palavra dita, com cada abraço e cada beijo, com cada plano, e a pior parte, eu fiquei com a saudade, que é tão imensa, tão maior que eu.
Eu acredito no amor, acredito também que ele é capaz de mover montanhas e transformar o mundo, eu acredito no amor, não nesses amores forçados e inventados, nesses "Pseudos Amores".
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
Foco.
Já fui mais meiga, mais simples, já fui melhor. Melhor no ponto de inocência, de acreditar sem questionar. Hoje não dá, não sei como vivia daquela forma, apesar do fato de eu sempre ter sido "pra frente" como diz minha mãe. Eu tenho uma fome indescritível pelo novo, pelo desconhecido. Eu vejo a vida passando e é como se eu estivesse na janela de um ônibus apenas observando o exterior. Esses dias estava viajando e pensando como quando olhamos rapidamente as folhas são apenas um borrão verde, como não formam imagem alguma, apenas formas desconexas. Ai parei para observar melhor, percebi que se forçássemos a vista e os pequenos detalhes fossem reparados e tidos como importantes dava para definir imagens, mesmo que só o ponto que estava no foco ficava distinto e todo o demais fosse um borrão, aquele ponto era magnífico. A cor, era possível sentir a textura das folhas sem tocar, sentir a umidade abundante devido a chuva que não para de cair há duas semanas inteiras. Como aquela área se tornava especial e bela, enquanto o resto passava despercebido, como se fosse apenas um plano de fundo sem importância alguma. Tenho mania de fazer isso em minha vida. Foco em uma área apenas e esqueço de todo o resto, foco de forma até mesmo possessiva, ao ponto de esquecer de tudo, de todo o "plano de fundo" ao redor. Sei o quanto isso é errado, porque se um dia a região focada vir a sair do foco não haverá mais razão e só de pensar nisso me vejo perdida em um borrão absurdo de verde, um borrão sem graça e úmido. Mas ai eu foco no que me faz bem, e as formas vão se definindo. Seu sorriso, seus lábios grossos, o ângulo que seu queixo forma, a cor de sua pele... Com as pontas dos dedos acompanho uma veia que se sobressai em seu braço, acompanho ela até sumir. Pouso de leve a cabeça no vazio entre seu pescoço e seu ombro e toco de leve meus lábios gelados, observo seu corpo se arquear em arrepios involuntários, isso me deixa em êxtase. Amo ver a forma com que meu corpo parece provocá-lo, amo a atração que ele exerce sobre mim. Sua voz, sempre calma, emite ondas de pura paz que pouco a pouco descontraem meus músculos tensos, suas mãos, seus dedos, afagam de leve meus lábios, e mesmo de olhos fechados sei que ele está ali. Não preciso abrir os olhos para focalizá-lo, assim como posso sentir a textura e umidade das folhas verdes sem tocá-las, posso senti-lo, posso apreciá-lo, sem abrir os olhos. Por que ele se tornou o foco, todo o foco, tudo é nada ao seu redor. Ele me faz bem sem esforço, tudo é relativo quando se trata de nós, tudo é relativo se faze-lo feliz me faz feliz. Eu forcei minha vista nele, e quando ele entrou em foco todo o resto saiu. Não há graça sem um foco, e ele se tornou o meu. Os motivos? não preciso explicar, a gente sabe.
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Companhia.
E na distância a gente morre um pouco a cada dia, a gente dorme para esquecer, mas esquece que no outro dia ao acordar a gente vai lembrar, porque não dá para esquecer só porque dói. Eu sinto uma falta constante, uma saudade constante e não consigo acostumar. Ao dormir a gente esquece, mas quão ruim é acordar e lembrar, quão ruim se tornaram os dias, quão frias se tornaram as noites, tudo lembra. Quão solitária se tornou a vida. Alguém chega e rouba sua paz, te enche de lembranças e vai, com se fosse fácil ver as lembranças querendo novamente voltar a ser seu cotidiano. E vemos outras pessoas fazendo o que a muito já éramos acostumados a fazer, eu vejo o seu sorriso distante e quero te tocar, seguro-me onde puder em uma vã tentativa de não ir atrás, de largar de mão, de fazer-me orgulhosa e com aquele olhar superior lhes dizer: "não sinto sua falta" quando na verdade morro todos os dias. Morro por saber que estás tão longe, que de mim se esconde e que não posso mais te ter aqui. A companhia se foi, e a única companhia que agora sobrevive aqui é a companhia de sua ausência, ela permanece, ela insiste em ficar, foi tudo o que você deixou aqui.
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
O que era normal.
As coisas que um dia pareciam para sempre, sempre mudam. Não havia tempo ruim para nós, nunca houve. Não havia essa de não não termos tempo um para o outro, meu tempo era todo seu e o seu todo meu. Eu era sua principal prioridade e você era, e é o amor da minha vida. Seu sorriso todos os dias era o melhor presente que eu poderia ganhar, ter seu corpo próximo ao meu todos os dias, sentir seu cheiro quando encostava o rosto frio na cavidade entre o ombro e seu pescoço, sentia você estremecer, e eu inspirava forte tentando guardar para sempre a sensação. Quando deitávamos na cama ainda fria do dia vazio, a noite era nossa, a gente esquentava e a noite rendia. Meu corpo, seu corpo, sacudiam juntos nos espasmos do nosso riso fácil. Encaixe de mãos, mãos no cabelo, boca com boca, você falava levinho no meu ouvindo e uma onda de arrepios tomavam conta de mim e você sorria. Janela aberta e o vento frio entrava, você me abraçava mais forte e encostava seus lábios grandes e frios de leve em minha testa, eu fechava os olhos e pedia a Deus de todo coração para sempre tê-lo assim. Dias ruins, seguia o conhecido caminho do alívio, coração na boca e a saudade já apertava, eu sabia que quando te visse tudo passaria. Empurrava a porta você estava no chuveiro, sentava de mansinho na sua cama, mesmo eu não fazendo alarde você sempre sabia que eu estava ali. Você saía do banheiro com sua cueca sempre sexy e sorria, se jogava na cama com o corpo frio e me abraçava, só o toque do seu corpo mudava todo o meu humor, toda a pressão, o peso do dia sumia apenas com um toque seu. E a gente deitava se pegava e se apegava. Nunca vão haver palavras que sejam suficientes para explicar como se tornaram frios os dias sem você, como a vida perdeu a graça, como as ruas de um dia para outro ficaram vazias, como as segundas feiras passaram do meu dia favorito da semana para o meu maior tormento. Não há como explicar como esse lugar se tornou apenas mais um lugar, com uma única diferença, nossas lembranças moram aqui. Elas moram na esquina que você disse que eu estava linda, moram na pequena casa beira-rio que era onde passávamos a maior parte do nosso tempo, no açai da esquina, na escola, no banco que hoje está tão vazio, não importa o lugar sempre haverão lembranças. Têm dias que engulo a saudade, têm dias que a saudade me engole. Não é fácil sobreviver assim, não é fácil mudar de um dia para o outro e ser obrigada a viver todo santo dia com a ausência de alguém que era sua constante presença, não é mesmo. O tempo não para, as lembranças não passam, e cada vez que a lembrança vem é um pedaço do meu coração que fica.
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Devida atenção.
Não é
que a pessoa se torne menos importante, mas com o passar do tempo a
gente esquece que devemos dar a devida atenção a ela,
esquecemos que não é porque que ela está na
nossa vida que a teremos para sempre. Não é bem assim.
As pessoas são
como flores em nossa vida, devem ser cuidadas, regadas, tratadas com
amor e carinho. Devem se sentir especial, mas com o passar do tempo a
gente se acostuma e esquece que hora ou outra essa pessoa pode
começar a receber atenção de outra e
simplesmente ir.. Não que o sentimento tenha morrido, mas
ninguém consegue viver mendigando atenção, não
se mendiga amor, não se mendiga carinho, isso tudo é
espontâneo, tem que ser.
Nos preocupamos tanto
com os desconhecidos que estão a nossa volta e esquecemos de
quem está perto, de quem está ali todo dia, apoiando,
nos fazendo sorrir.
A vida é uma
caixinha de surpresas, é uma constante, uma constante mudança,
um constante aprendizado, e as coisas são tão
passageiras que se nós aprendêssemos isso não
pecaríamos tanto ao sempre deixar para outro dia a atenção
a ser dada ou o “eu te amo” a ser dito.
Perdemos pessoas e
muitas vezes culpamos elas por saírem da nossa vida quando na
verdade fomos nós mesmos que fomos dizendo adeus, dia após
dia e nem ao menos nos demos conta disso.
terça-feira, 23 de julho de 2013
Ela foi.
Gritou com ela e ao meio de um surto mandou que ela fosse embora, fosse para casa e que batesse a porta quando saísse. Ela saiu, mas não bateu a porta, fechou de mansinho... Para onde iria se ele havia se tornado sua casa? Apenas andou, com a convicção de que não precisaria nunca mais de um lar, não fixo. O mundo seria seu lar.
sábado, 13 de julho de 2013
Leve-se...
Queria paz. Só isso, a menina queria paz. Estava cansada da
rotina, cansada da pressão, da obrigação, do tempo perdido. Amava demais a vida
para perder tanto tempo com nada. Queria o mundo, queria os dias, queria tudo.
Era tão pequena em comparação com a imensidão do mundo, mas dentro de si
carregava mundos ao qual ela era grande. Sentia dores terríveis altas horas da
noite, ou nas claras horas do dia. Sentia alegrias impossíveis de serem
descritas. Queria que as pessoas percebessem tanto tempo perdido, queria poder
leva a leveza da vida até a alma das pessoas, mas esquecia-se que a maioria das
pessoas não queriam isso. Estavam preocupadas demais com os longos e cansativos
dias, não tinham tempo para a vida, mau sabiam elas que viviam perdendo tempo.
Deixar ir
Sentia saudade de tanta coisa, não aprendera a desapegar,
nunca aprendeu. A menina insistia em olhar para trás e morrer de saudade, porém
agora havia coisas que a prendiam no presente e prometiam até um futuro. A
verdade era que agora o passado não voltaria, nem agora nem nunca mais, e sabia
que deveria aproveitar seu presente antes que este se tornasse passado e dele
só restasse a saudade do que jamais iria voltar.

sábado, 8 de junho de 2013
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Medo.
Eu tinha tanta coisa a te dizer, a te explicar, mas tudo
quando fosse o momento certo. Ficava adiando as palavras, adiando os momentos,
adiando você. Eu te amava, mas era de uma forma tão grande que eu tinha medo.
Medo de estar perto de você, medo de sentir seu cheiro, de ouvir suas piadas e
gostar delas. Tinha medo de começar a fazer parte dos seus dias, medo de andar
de mãos dadas com você, mas principalmente eu tinha medo que um certo dia,
quando eu já estivesse acostumada a caminhar de mãos dadas com você, você me
soltasse e consequentemente eu caísse. Por incrível que pareça eu tive tanto
medo de te perder que eu nunca tive coragem pra te ganhar, e era tão fácil te
ganhar... Era só sorrir pra você e você já era minha. Fui um idiota, realmente
um idiota. Esses dias te vi, assim de longe mesmo, você também me viu e logo em
seguida veio ao me encontro. Me abraçou, mostrou sua saudade, mostrou seu
sorriso. Eu sorri e tentei mostrar a você toda a falta que você me faz. Só que
dessa vez você não estava sozinha, ele te acompanhava, ele te ganhava e ele te
amava no meu lugar. Eu sorri pra você, mas não te ganhei, muito pelo contrario,
eu te perdi pelo medo de perder.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Always
Era uma tarde quente de Novembro, as flores em sua maioria não estavam mais floridas e o ar assumia uma certa densidade que era muito comum aquela altura do ano. Eu, como de costume, estava sentada na janela de meu quarto que dava para rua, ele passou bem embaixo de minha janela. De bicicleta e meio sem palavras ele pediu para que eu descesse. Eu obedeci, afinal o que mais poderia fazer?
Quando cheguei no portão da garagem ele estava me esperando, abriu o mesmo sorriso que vi agora a pouco, as covinhas sempre se destacavam quando ele sorria. Em uma das mãos tremulas ele segurava uma pequena rosa, parece clichê quando falo em rosas, mas se tratando de nós dois nada mais é clichê, e mesmo que se torne eu não me importo. Ele estendeu a pequena rosa, que parecia estar desmontando devido ao tremor do seu corpo, e eu a peguei, ele estava sem palavras e eu também, o silêncio pairou sobre nós, mas não era aquele tipo de silêncio desagradável, mas sim aquele silêncio ao qual as coisas são entendidas, são ouvidas, decifradas e guardadas. Ele se aproximou e pela primeira vez pude sentir seu cheiro, a música sova preguiçosa ao fundo fugindo pelas gretas de minha janela... Ele me abraçou, nossos corações se aproximaram e eu percebi que nós tínhamos o mesmo ritmo, percebi que eu me encaixava perfeitamente em seu abraço. Naquele momento nada foi preciso ser dito, apenas sentido e guardado.


quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Goodbye
Nunca foi fácil dizer adeus às pessoas, nunca foi fácil admitir que o sentimento acabou, que o amor esfriou, que o tempo foi mais forte e que no fim nada restou. Sabe, pra mim não foi assim, te vi de longe, bem longe... Você se virou pra mim e abriu aquele sorriso maravilhoso e instantaneamente perdi o ar, não sei dizer o porquê de perder as palavras, sempre fui boa com as palavras, mas perto de você sempre as perdia.
Ele se aproximou e beijou meu rosto, suas bochechas estavam quentes e rosadas como as de um anjo. Queria ter lhe dito adeus, que já não dava mais, que já não o amava, eu sei que tudo isso era mentira, mas era preciso ser dito.
Fiquei revirando as palavras na boca tentando achar a hora certa de dizer para que ele partisse, porém essa hora não chegou. Ao envés de fazer como o combinado e mandá-lo embora puxei-o para mais próximo de mim e comprimi meus lábios nos dele, meus olhos estavam marejados e eu sabia que não conseguiria conter as lágrimas por muito tempo, assim também não poderia adiar por muito tempo a verdade. Apesar de tudo isso naquele momento nada foi dito, tudo foi sentido, tudo foi beijado e abraçado. Com meus lábios bem próximos ao ouvido dele sussurrei baixinho o quanto o amava, apertei com toda a minha força os meus braços ao redor de seu corpo e fiquei sentindo as ondas de calor que passavam de seu corpo para o meu. Somente a presença dele ao meu lado era satisfatória, e ouvir sua respiração irregular nos meus ouvidos me fazia sentir viva... Beijei-o como nunca, e de uma coisa tenho certeza, não importa aonde a vida me levar, eu sempre ei de amá-lo.
Ele se aproximou e beijou meu rosto, suas bochechas estavam quentes e rosadas como as de um anjo. Queria ter lhe dito adeus, que já não dava mais, que já não o amava, eu sei que tudo isso era mentira, mas era preciso ser dito.
Fiquei revirando as palavras na boca tentando achar a hora certa de dizer para que ele partisse, porém essa hora não chegou. Ao envés de fazer como o combinado e mandá-lo embora puxei-o para mais próximo de mim e comprimi meus lábios nos dele, meus olhos estavam marejados e eu sabia que não conseguiria conter as lágrimas por muito tempo, assim também não poderia adiar por muito tempo a verdade. Apesar de tudo isso naquele momento nada foi dito, tudo foi sentido, tudo foi beijado e abraçado. Com meus lábios bem próximos ao ouvido dele sussurrei baixinho o quanto o amava, apertei com toda a minha força os meus braços ao redor de seu corpo e fiquei sentindo as ondas de calor que passavam de seu corpo para o meu. Somente a presença dele ao meu lado era satisfatória, e ouvir sua respiração irregular nos meus ouvidos me fazia sentir viva... Beijei-o como nunca, e de uma coisa tenho certeza, não importa aonde a vida me levar, eu sempre ei de amá-lo.
Hugs
Ele veio de longe e sorrio, abriu os braços longos e nem um pouco desajeitados e me abraçou.
Tudo o que aconteceu depois disso foi lentamente, como se o mundo começasse a girar de forma lenta, como se a gravidade de repente parasse de atuar sobre nós. Ele me olhou e eu também o olhei, olhei bem fundo em seus olhos e torci para que de alguma forma desesperada ele pudesse compreender a intensidade daquele momento, eu queria gritar, pedir que pelo amor de Deus ele não me deixasse mais, porém a única coisa que fiz foi encaixar meus dedos finos em sua grossa mão e puxá-lo para próximo de mim.
Com ele entre meus braços era impossível acreditar o quanto que me doía ficar longe daquele cheiro, daquele abraço... Com ele ali bem acomodado perto de mim pude ouvir nossos corações finalmente assumirem um ritmo cada vez mais lento e compassado até finalmente se acalmarem. Nós ficamos ali, um próximo ao outro naquela posição por um longo período de tempo, e tudo que queríamos era que fossemos forte o suficiente para podermos ficar assim, quem sabe para sempre.
Tudo o que aconteceu depois disso foi lentamente, como se o mundo começasse a girar de forma lenta, como se a gravidade de repente parasse de atuar sobre nós. Ele me olhou e eu também o olhei, olhei bem fundo em seus olhos e torci para que de alguma forma desesperada ele pudesse compreender a intensidade daquele momento, eu queria gritar, pedir que pelo amor de Deus ele não me deixasse mais, porém a única coisa que fiz foi encaixar meus dedos finos em sua grossa mão e puxá-lo para próximo de mim.
Com ele entre meus braços era impossível acreditar o quanto que me doía ficar longe daquele cheiro, daquele abraço... Com ele ali bem acomodado perto de mim pude ouvir nossos corações finalmente assumirem um ritmo cada vez mais lento e compassado até finalmente se acalmarem. Nós ficamos ali, um próximo ao outro naquela posição por um longo período de tempo, e tudo que queríamos era que fossemos forte o suficiente para podermos ficar assim, quem sabe para sempre.
sábado, 8 de dezembro de 2012
Alguém ai tem um pouco de nada a oferecer?
Queria escrever algo interessante e que chamasse a atenção das pessoas, mas hoje não, hoje quero falar de nada, porque não há nada melhor que o nada.
Um dia de sol sem nada pra fazer, aquele céu a azul sem nada de nuvens pra atrapalhar, sem nada de energia pesada pra escurecer e nem gente chata pra amenizar tamanho resplendor.
Hoje meio sem querer a vida veio e me dizer que ele passa rápido. Hoje a maioria dos jovens pensam que não irão envelhecer, e eu não sou diferente, afinal qual a beleza da juventude se não sua fé inabalável de que seremos os primeiros a viver eternamente?
Qual jovem nunca foi chamado de louco? Quantos que já calaram a voz quando a multidão oprimiu? Quantos jovens se tornaram velhos com apenas 20 e tantos anos? Quantos, eu pergunto a vocês.
Porém pra cada um que desistiu vários se puseram de pé e não calaram a voz, mesmo sendo em poucos estes não deixam que sua voz fosse abafada pela multidão opressora.
Se pararmos para refletir fica fácil ver que na verdade eles nunca pediram nada, muito pelo contrário, eles sempre queriam o nada. Eles queriam nada de desigualdade, nada de guerra, nada de ódio.
Muitos passaram por nós, muitos passaram antes de nós, mas até hoje vemos vários de nossos jovens recebendo de peito aberto a responsabilidade que nossos herois nos deixaram.
Como dizia Bob Marley: "Avida é uma alucinante aventura da qual ninguém sairá vivo." Então o que estou eu fazendo quando sigo tudo que me é imposto? Quando abaixo a cabeça quando me dizem que não sou capaz de conseguir isso ou aquilo... O que eu estou fazendo? A cada vez que um guerreiro moderno abaixa a cabeça diante de um governante é uma alma perdida.
Hoje em dia nos falta um pouco do nada. Nada de medo, nada vergonha, nada de preconceito, nada.
Aproveite a vida, questione, mude, não seja mudo. Seja motivo de orgulho para aqueles que um dia começaram esse legado, aproveite a vida, afinal "O tempo não para.".
domingo, 18 de novembro de 2012
Quem nos tornamos?
Quando nós somos crianças sempre imaginamos como é crescer, imaginamos os adultos como pessoas evoluídas, bonitas, e desejamos ser igual a eles. Para as crianças o maior problema é se não vai poder brincar na casa do amiguinho, as piores dores são as dos joelhos feridos, mau sabem elas o que as aguardam quando crescerem...
O tempo voa e quando percebe-se essa passagem do tempo já é tarde, muitas pessoas nem percebem-na, passam pela vida sem nada fazer, sem incomodar e dizer "Eu estou aqui!".
Outras deixam que a crianças que elas foram algum dia morra, e assim tornam-se pessoas amargas e sem compaixão, me pergunto todos os dias: "Será que a criança que fui gostaria do que me tornei?".
Os adultos têm medo de ser feliz, pelo menos a maioria deles, é isso que eu acho, porque problema não é desculpa para infelicidade, enquanto ainda houver vida ainda há esperança, não sei como as pessoas conseguem ver um pôr do sol, ou um dia de chuva e não se apaixonar pela grandiosidade da cena, amanhã eu não sei o que será de mim e assim a vida segue seu rumo, é sempre assim, sempre vão acontecer coisas que estão bem além de nosso entendimento, sempre vão acontecer coisas maravilhosas e as vezes nem tão maravilhosas assim, o que não pode é abaixar a cabeça e deixar que mandem em você, que te digam quem ser, o que vestir... Lembre da criança teimosa que você foi, resgate essa força e persista, esses dias atrás meu professor de filosofia disse que as crianças são as maiores filosofas que existem, porque elas sempre buscam um porquê, sempre perguntam, e elas sabem ver com os "olhos da alma", olhos que pelo que parece quando a gente cresce, ficam ofuscados pela ação do tempo e pela falta de fé das pessoas...
Hoje eu queria pedir a cada uma das pessoas que ler esse texto, que tal se nós deixássemos esses "olhos da alma" mais vivos, pois o tempo passa, isso é inevitável, mas só uma coisa, não escolha morrer ainda vivo, a vida é o bem mais precioso que cada pessoa possui, então passe a valorizar mais, afinal, ninguém sabe o que vem logo ali na próxima esquina...

O tempo voa e quando percebe-se essa passagem do tempo já é tarde, muitas pessoas nem percebem-na, passam pela vida sem nada fazer, sem incomodar e dizer "Eu estou aqui!".
Outras deixam que a crianças que elas foram algum dia morra, e assim tornam-se pessoas amargas e sem compaixão, me pergunto todos os dias: "Será que a criança que fui gostaria do que me tornei?".
Os adultos têm medo de ser feliz, pelo menos a maioria deles, é isso que eu acho, porque problema não é desculpa para infelicidade, enquanto ainda houver vida ainda há esperança, não sei como as pessoas conseguem ver um pôr do sol, ou um dia de chuva e não se apaixonar pela grandiosidade da cena, amanhã eu não sei o que será de mim e assim a vida segue seu rumo, é sempre assim, sempre vão acontecer coisas que estão bem além de nosso entendimento, sempre vão acontecer coisas maravilhosas e as vezes nem tão maravilhosas assim, o que não pode é abaixar a cabeça e deixar que mandem em você, que te digam quem ser, o que vestir... Lembre da criança teimosa que você foi, resgate essa força e persista, esses dias atrás meu professor de filosofia disse que as crianças são as maiores filosofas que existem, porque elas sempre buscam um porquê, sempre perguntam, e elas sabem ver com os "olhos da alma", olhos que pelo que parece quando a gente cresce, ficam ofuscados pela ação do tempo e pela falta de fé das pessoas...
Hoje eu queria pedir a cada uma das pessoas que ler esse texto, que tal se nós deixássemos esses "olhos da alma" mais vivos, pois o tempo passa, isso é inevitável, mas só uma coisa, não escolha morrer ainda vivo, a vida é o bem mais precioso que cada pessoa possui, então passe a valorizar mais, afinal, ninguém sabe o que vem logo ali na próxima esquina...
sábado, 10 de novembro de 2012
Amei, amo, amarei...
Quando percebi tudo que eu tanto havia lutado pra continuar lá, bem no fundo do coração, escondidinho do cérebro e do coração... Quando pensei que pela primeira vez teria eu conseguido tapiar o coração percebi que na verdade você sempre esteve presente. Nem por um segundo eu consegui deixar-te partir, nunca, sempre guardei você junto a mim, guardei seu cheiro, seu sorriso, seu olhar... Guardei cada pedacinho daquele amor tão lindo que te dei, ta aqui ainda, sabia?
E eu que pensei ter esquecido... Mas eu acho que uma história tipo a nossa não há como esquecer, não era um conto de fadas, era nossa vida real, mas mesmo você não sendo um príncipe e eu não sendo uma princesa eu te amava, te amava com cada átomo do meu corpo.
Você dizia o mesmo, mas eu não entendo seu amor, não mesmo, e pra falar a verdade eu cansei de tentar entender... Agora é assim, de longe te cuido, te protejo e te amo. Assim, só de longe, porque quando os olhos não veem, o coração desapega também... E assim eu vou, dia após dia, esquecendo um pouquinho a cada dia, quem sabe um dia acabe...
E eu que pensei ter esquecido... Mas eu acho que uma história tipo a nossa não há como esquecer, não era um conto de fadas, era nossa vida real, mas mesmo você não sendo um príncipe e eu não sendo uma princesa eu te amava, te amava com cada átomo do meu corpo.
Você dizia o mesmo, mas eu não entendo seu amor, não mesmo, e pra falar a verdade eu cansei de tentar entender... Agora é assim, de longe te cuido, te protejo e te amo. Assim, só de longe, porque quando os olhos não veem, o coração desapega também... E assim eu vou, dia após dia, esquecendo um pouquinho a cada dia, quem sabe um dia acabe...
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