quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Devida atenção.

    Não é que a pessoa se torne menos importante, mas com o passar do tempo a gente esquece que devemos dar a devida atenção a ela, esquecemos que não é porque que ela está na nossa vida que a teremos para sempre. Não é bem assim.
   As pessoas são como flores em nossa vida, devem ser cuidadas, regadas, tratadas com amor e carinho. Devem se sentir especial, mas com o passar do tempo a gente se acostuma e esquece que hora ou outra essa pessoa pode começar a receber atenção de outra e simplesmente ir.. Não que o sentimento tenha morrido, mas ninguém consegue viver mendigando atenção, não se mendiga amor, não se mendiga carinho, isso tudo é espontâneo, tem que ser.
   Nos preocupamos tanto com os desconhecidos que estão a nossa volta e esquecemos de quem está perto, de quem está ali todo dia, apoiando, nos fazendo sorrir.
   A vida é uma caixinha de surpresas, é uma constante, uma constante mudança, um constante aprendizado, e as coisas são tão passageiras que se nós aprendêssemos isso não pecaríamos tanto ao sempre deixar para outro dia a atenção a ser dada ou o “eu te amo” a ser dito.
   Perdemos pessoas e muitas vezes culpamos elas por saírem da nossa vida quando na verdade fomos nós mesmos que fomos dizendo adeus, dia após dia e nem ao menos nos demos conta disso.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Ela foi.

Gritou com ela e ao meio de um surto mandou que ela fosse embora, fosse para casa e que batesse a porta quando saísse. Ela saiu, mas não bateu a porta, fechou de mansinho... Para onde iria se ele havia se tornado sua casa? Apenas andou, com a convicção de que não precisaria nunca mais de um lar, não fixo. O mundo seria seu lar.

sábado, 13 de julho de 2013

Leve-se...

Queria paz. Só isso, a menina queria paz. Estava cansada da rotina, cansada da pressão, da obrigação, do tempo perdido. Amava demais a vida para perder tanto tempo com nada. Queria o mundo, queria os dias, queria tudo. Era tão pequena em comparação com a imensidão do mundo, mas dentro de si carregava mundos ao qual ela era grande. Sentia dores terríveis altas horas da noite, ou nas claras horas do dia. Sentia alegrias impossíveis de serem descritas. Queria que as pessoas percebessem tanto tempo perdido, queria poder leva a leveza da vida até a alma das pessoas, mas esquecia-se que a maioria das pessoas não queriam isso. Estavam preocupadas demais com os longos e cansativos dias, não tinham tempo para a vida, mau sabiam elas que viviam perdendo tempo. 

Deixar ir

Sentia saudade de tanta coisa, não aprendera a desapegar, nunca aprendeu. A menina insistia em olhar para trás e morrer de saudade, porém agora havia coisas que a prendiam no presente e prometiam até um futuro. A verdade era que agora o passado não voltaria, nem agora nem nunca mais, e sabia que deveria aproveitar seu presente antes que este se tornasse passado e dele só restasse a saudade do que jamais iria voltar.